Esquecer o apito
Hoje, 16h, o Grêmio joga a primeira partida do confinamento a que foi submetido o grupo de jogadores, medida que pode ser vista de duas maneiras:
– Foi oportuna pelos efeitos do impacto. Se alguém andava desatento e desconcentrado, a longa reclusão será mais do que suficiente para acordá-lo. Serve para unir o grupo, sim, e como elemento regulador da boa rotina: refeições adequadas e nas horas certas, sono restaurador e mínimo desgaste físico emocional que as ruas, restaurantes e, até, o convívio com os vizinhos, impõem.
– Foi arriscada, pois coloca o grupo sob a suspeição de que estava havendo desregramento nas condutas extra-campo. E será uma medida inútil se não vier acompanhada por decisões técnicas intransferíveis.
- Ninguém que esteja desfrutando o pleno funcionamento das suas faculdades mentais entenderá que o jogo contra o Botafogo possa ser menos difícil. Pelo contrário, será um embate duríssimo. Para vencer, o Grêmio não poderá contar com os efeitos do confinamento pois o tempo de concentração terá sido, apenas, o corriqueiro. Será essencial, sim, que o time apague as seqüelas do Gre-Nal e repita a determinação alegre do primeiro semestre, quando o Grêmio disputava cada partida como se fosse a última na vida de cada jogador. Mas também será importante que Celso Roth encontre boas soluções para compensar os desfalques do time e esteja inspirado na hora de fazer substituições.
- Ah, e que haja uma grande e animada torcida nas arquibancadas, disposta a empolgar a equipe, o tempo inteiro. O Grêmio depende do combustível que vem das arquibancadas.
- Também seria interessante se o time entrasse em campo disposto a lembrar tudo o que já foi feito e esquecer, completamente, a arbitragem. Protestar contra erros de arbitragem apenas faz aumentar o prejuízo.
Fonte: Zero Hora
sábado, 4 de outubro de 2008
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