Apenas mais Uma de Amor - Conto
Observou de longe. Estava escondido à sombra de uma árvore. Há tempos sentia sua vontade crescer e ela crescera a tal ponto que já não podia mais conte-la. A ansiedade bateu-lhe ao peito. Impacientou-se. Aguardou. Sabia que devia ter calma. O que devia ser feito estava próximo de ser feito. Olhou para seu relógio de bolso, eram 23h 48min. Sentiu o momento se aproximar.
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Estava cansada. Não queria mais ensaiar. Muitas vezes pensara o porquê de ter entrado no ramo de teatros. Seu dia não havia sido bom. Não estava feliz. Queria ir para casa, tomar seu banho e deitar-se em sua cama. Havia três semanas que não dormia o suficiente. A ansiedade bateu-lhe ao peito. Impacientou-se. Sentou-se. Bebeu um pouco de água. Olhou para o relógio que sempre ficava colocado na parede do camarim do teatro, eram 23 h e 48 min. Sentiu-se mais aliviada. Era quase hora de ir para casa. Mesmo assim sua ansiedade não passou.
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O Bêbado estava jogado a um canto. Próximo de um homem de jeito estranho e atitudes suspeitas. O mesmo homem não havia percebido sua presença. Ficou em silêncio. Ouviu o badalar dos sinos da igreja próxima. Era o toque de recolher. Viu uma mulher sair pela porta de trás do teatro municipal, exatamente a sua frente. Andar firme, decidido. Ela caminhou alguns passos. O Homem até então em silêncio saiu da sombra das árvores e caminhou sorrateiramente atrás da Mulher. Era um andar diferente do dela. Um andar silencioso, sombrio. A Mulher não notou sua presença. O Homem puxou um artefato do bolso. O Bêbado não pode ver o que era. Então Ele à alcançou. Tampou-lhe a boca e passou o objeto pela garganta. Ela desabou no chão. O Homem continuou com seu andar sorrateiro e sombrio e dobrou na esquina. A Mulher não se levantou. O Bêbado achou que alguma coisa estava fora dos padrões comuns. Tentou levantar. Conseguiu. Passado um segundo a gravidade mais uma vez chamou-lhe ao chão. Caiu desacordado.
No outro dia o Bêbado acordou tarde. Apenas alguns carros passavam pela rua, afinal era Domingo. Levantou-se e caminhou sem lembrar-se do acontecido da noite anterior.
FIM!

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